Dia da Amazônia: como checar informações sobre a região

Atualizado: 4 de set.

Ocupando metade do território brasileira, a Amazônia é a região rica e diversa em múltiplos sentidos. Um deles é na concepção de narrativas sobre um território considerado por muitos como pouco povoado e misterioso.

Foi assim que a Amazônia se tornou, também, terra fértil para a germinação de desinformação. Desde sempre - mas ainda mais no mundo virtual -, mentiras circulam em relação à região, distorcendo a realidade dos cerca de 30 milhões de pessoas que vivem nos nove estados que formam a Amazônia Legal.

Certamente você á viu em um texto no WhatsApp ou em um vídeo no YouTube a reprodução de estereótipos e inverdades sobre a Amazônia. Muitas delas, acreditadas por milhares de brasileiros.

Mas você já pensou no que é preciso fazer quando se deparar com uma informação que te deixa com a pulga atrás da orelha? A Abaré preparou algumas dicas:

1. Sempre identificar a fonte

A procedência da informação diz muito sobre sua natureza. Textos e imagens recebidos via aplicativos de troca de mensagens podem não possuir uma autoria identificada. Desconfie nesses casos.

Se alguma informação for verdadeira, ela terá respaldo em veículos de imprensa profissionais e na mídia. Informações divulgadas sem fonte são a principal forma de gerar desinformação.

Suspeite também de mensagens “assinadas” em nome de órgãos governamentais. Se forem verídicas, elas podem ser encontradas facilmente nos sites das instituições.

2. Confira as datas das notícias

Ao receber e enviar informações para amigos e familiares é importante conferir qual a data de publicação e/ou atualização das matérias.

Mesmo sendo verdadeira, uma notícia publicada há alguns anos pode ser inválida para discussões atuais. Lembre-se que, na internet, muitas vezes as notícias antigas têm a mesma cara das novas.

3. Olhe o outro lado

Para não acreditar em uma notícia que se encaixa perfeitamente na sua visão de mundo, é importante considerar que quase tudo tem um contraponto.

Um acontecimento, por exemplo, tem muitos lados. Se uma matéria expressa exatamente o que alguém pensa, ela pode ter sido feita justamente para confirmar uma opinião. Isso tem a ver com o chamado viés cognitivo: a tendência é a acreditar no que condiz com um ponto de vista prévio.

4. Grupo da família não é fonte

Para não cair na tentação de confiar em alguma informação com base em quem a enviou, e não na fonte, é fundamental lembrar das dicas já citadas: conferir a origem, os contrapontos e a data da publicação.

Não é só porque um parente querido enviou alguma informação que ela se torna verdadeira. Lembre-se que a fonte da informação é quem a publicou, não quem a enviou a você.

Pesquise em associações e organizações sociais, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

Dica bônus

Seja proativo e vá atrás das informações você mesmo. Na dúvida, procure no Google. Você provavelmente vai encontrar alguma checagem feita por um órgão confiável de imprensa. O mais importante é não passar algo adiante sem saber se é verdade.